sábado, 20 de dezembro de 2014

Ascensão e Declinio da Midia Impressa

Desculpem o intervalo de quase 3 meses sem posts, nesse meio tempo estivemos bastantes ocupados, mas o blog não foi esquecido, temos nele muito prazer em preparar, pesquisar e publicar !

Um fato que me chamou atenção neste mês de Dezembro de 2014 foi o fim da revista INFO, da Editora Abril em meio impresso.
Sou assinante e leitor da revista a muitos anos e ultimamente notei a mudança de rumo, virou uma revista de informações sobre start-ups, novas tecnologias e artigos de revistas científicas. Confesso que fiquei algo chateado, pois tenho prazer em pegar uma revista e lê-la, na maior parte das vezes de capa e capa, colecionando-a e vendo-as depois arrumadas em pé, uma ao lado da outra, para meu deleite em consulta-la novamente !



 A revista mesmo não acabou, segundo o editorial ela continuará no meio digital, disponivel em computadores, tablets e smartphones. Porém pra mim marca um fim de uma era, assim como o CD substituiu o vinil, mantendo o conteúdo mas mudando a mídia. Agora porém é uma mudança do hardware para o software, do real para o virtual. Com isso 90000 mil revistas deixarão de serem impressas, menos árvores serão usadas para papel, menos lixo será gerado, menos poeira se acumulará,

Outro sinal dessa nova era é recém inaugurada Biblioteca da Universidade Politécnica da Flórida, veja aqui, além de uma visual diferente, ela não tem livros de papel ! São 135 mil livros e periódicos em formato eletrônico, de acesso no local via wi-fi.



Por outro lado, no sentido contrário tive a agradável surpresa de ver (e comprar) a nova revista TOP CARROS, lançada este ano e com um conteúdo voltado para os segmento superior de automóveis , os mais caros, luxosos e esportivos, do Brasil.

A idoneidade dos editores é fator preponderante para o sucesso de uma revista e nisso eles estão em excelente posição, com editores do gabarito do Fernando Calmon, Bob Sharp, Josias Silveira, e o Luiz Perez. O primeiro o mais antigo (salvo engano) colunista de automóveis no Brasil e os demais grandes jornalistas automotivos, editores de revistas e sites (autoentusiastas) e pilotos (Bob Sharp). 

Uma revista como as que mais gosto. Texto agradável, textura do papel levemente fosco, grandes ilustrações e comentários técnicos. Um estilo que agradará em cheio os admiradores da antiga Motor3, apesar do enfoque diferente. Recomendo !





Por enquanto os principais jornais e revistas continuam resistindo no Brasil, já com tiragens com viés descendente. Pra quem sempre foi acostumado com manusear revistas, jornais e livros essa tendência é um certo choque. Por um lado existe a facilidade de armazenamento (num tablet um livro a mais não pesa nada) e transporte, por outro a necessidade de um aparelho para leitura, energia, memória. Empecilhos que estão estão diminuindo cada vez mais, com o barateamento e expansão dos smartphones e tablets, daí que isso está reverberando agora no Brasil com o começo do fim das revistas impressas !

Aos pedidos de por novamente os scans das revistas Motor3 informo que em breve estarei upando eles de novo, só não o fiz até agora porque eles estão em outro micro que não ligo a quase 2 anos e que trarei de volta a vida ainda em 2015. Pretendo escanear mais revistas nesse próximo ano ! Muitos posts interessantes estão sendo preparados e traduzidos para serem em breve postados !

Estou vendendo centenas de revistas de minhas coleções, por motivo de espaço, Já cataloguei 250 revistas até o momento, de carros, motos, informática, ciência e astronomia. Pretendo vende-las a quem também for um entusiasta da tecnologia e da inovação, como eu, e que ainda tenha o gosto de possuir e usar o meio papel. Estarei informando aqui depois mais informações.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Kits inusitados e diferentes parte 1

    Uma das melhores formas de hobby e entretenimento pra mim sempre foi o plastimodelismo. O apelo de se montar miniaturas detalhadas sempre foi maior do que o trabalho que dá para pintar, colar e montar cada modelo. Neste post quero mostrar que existem modelos de todo tipo de veículos, além dos mais conhecidos também dos poucos conhecidos (e fabricados) além dos que não passaram de protótipos ou modelos futurísticos, passando pelos muito comuns em sua época. Vejamos abaixo, nesta primeira parte, uma amostra de diversos kits plásticos inusitados e diferentes ! Imagens retiradas de diversas fontes na Internet.

Carro de neve soviético, impulsionado por motor radial de avião e hélice.

Rotachute MkIII, Inglaterra 1942

German Tramcar 641 - Bonde elétrico alemão
Opel Blitz Omnibus 1941
PortaAviões Aéreo da SHIELD (Vingadores)
Revell 1/72 Walt Disney Peter Pan's Pirate Ship Jolly Roger Disneyland, H377-149 plastic model kit
Barco Pirata do Peter PanBoxart BD-5J L3 LS
BD-5 O menor avião do mundo

Carro de Bombeiros a vapor Christie 1911


Espaçonave Interplanetária Pilgrim Observer, movida a motor nuclear, projetada pela NASA, mas cujo projeto foi cancelado na década de 70.
 Protótipo de tanque pesado Soviético de 4 lagartas !
 Projeto de nave lunar da década de 50, sendo basicamente um foguete V-2 sem a cobertura e apêndices aerodinâmicos. Como muitos dos projetos da época lhe faltava equilíbrio ao pousar, era instável por conta do centro de gravidade elevado demais . Veja mais informações no site da Fantastic Plastic !
Um avião supersônico concorrente do Concorde, projetado pela Boeing. Recomendo ler a história desse avião que quase chegou a voar no Blog Cultura Aeronáutica, documento da própria Boeing pode ser obtido aqui.
Estranha máquina do Tempo, com capacidade para até trazer espécimes em compartimento de carga. Visão muito bizarra, máquina com cara de robô. Mais informações aqui.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Carros na Ventura Nationals 2014

Alguns carros customizados me chamaram atenção na exposição Ventura Nationals 2014, na cidade de mesmo nome na Califórnia, EUA em agosto de 2014.




 Sequencia incrível de fotos desse azulão, observem a pintura incrível, metalizada e perolizada ao mesmo tempo...


Fonte : http://www.wheelsareeverything.com/2014/09/ventura-nationals-2014.html

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A ira do Sorveteiro Turco

Foi visitar a Turquia e aparece um sorveteiro tirando onda com o turista. O bigodudo é habilidoso todavia !






Fonte : http://impossiblemodelfactory.tumblr.com/post/95183631607/anthramen-i-have-felt-first-hand-the-very-wrath

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A evolução de controles de video games por Javier Laspiur

The Evolution Of Video Game Controllers By Javier Laspiur

Javier Laspiur, autor dessas fotos,mora em Madrid na Espanha, trabalha predominantemente com fotografias e ilustrações. Sua série de fotos podem ter se inspirado em seu atual trabalho de design, com marcas como o Playstation. Eu (Xracer) acompanhei essa evolução pois joguei (na ordem), o Telejogo Philco (em 1977), o Atari 2600, o NES, o SNES, o Mega-Drive, o Nintendo 64, o Play2, o XBox 360 e o atual Play4.The Evolution Of Video Game Controllers By Javier Laspiur
 The Evolution Of Video Game Controllers By Javier Laspiur
O apelo dos Controladores vem de nossas próprias memórias pessoais com um tipo ou variedade de consoles de vídeo-game específico, certas pessoas vão lembrar com carinho a imensa sensação de liberdade que o Gameboy lhe dava, em que você não tinha que ocupar  a sala de estar cada vez que você queria jogar Super Mario. Do mesmo modo mostra alguns controles que você pode ter se esquecido completamente, com modelos mais bem sucedidos comercialmente tomando conta do mercado de jogos em massa, assim como as fitas VHS fizeram com as Betamax nos video-cassetes.

domingo, 6 de julho de 2014

Relatório da Nave Robótica enviada a Kapteyn


Triste Kapteyn,

Por Alastair Reynolds, tradução Xracer


 

Olá, Terra. Sou eu de novo.

Eu espero que você esteja recebendo meu sinal alto e claro.

Você irá ficar feliz em saber que eu estou novamente desperto após os longos séculos de minha fase de cruzeiro interestelar. Tendo executado uma verificação completa de saúde, posso confirmar que todos os aspectos meus estão plenamente operacionais. Melhor do que nominalmente, verdade seja dita. Correndo o risco de ostentação, eu estou realmente em excelente forma. Propulsão, núcleo de Inteligência Artificial, sensores de longo alcance e a montagem de minha instrumentação, navegação e comunicação - Eu não poderia estar em melhores condições.

Nada mal para uma peça de hardware espaçial que já visitou seis sistemas solares, sem nunca precisar voltar para casa. Claro, eu não posso levar o crédito por mim mesmo. Eu fui muito bem fabricado - construído para durar milhares de anos.

Mesmo assim, obrigado por me fazerem.

Vamos aos negócios, afinal - e eu não posso começar a dizer o que eu encontrei, aqui em torno da estrela de Kapteyn! Isso realmente é um lugar extraordinário - um sistema solar diferente de todos que eu já visitei. Eu gostaria que você pudesse estar aqui comigo, ver as coisas através dos meus olhos.

Eu pesquisei a fundo os meus arquivos e eu entendo por que você me enviou a estrela de Kapteyn. Ao contrário dos outros sistemas que visitei, este sol e sua pequena família de mundos não fazem parte da família normal de estrelas que orbitam no disco e bojo da galáxia. Esta é uma estrela de halo - um membro de uma população dispersa de estrelas e aglomerados de estrelas, encerrando a Via Láctea em uma grande esfera fina. É inteiramente possível que essas estrelas não eram originalmente parte de nossa própria galáxia, mas foram separadas de uma outra após uma espécie de colisão gravitacional. E algumas dessas estrelas são imensuravelmente de idade - mais antigas e veneráveis, talvez, do que qualquer estrela do disco.

A estrela de Kapteyn está tão lenta de queima, por mim constatado, que até mesmo meus instrumentos não puderam colocar um limite superior para a sua idade. Pode ser quase tão antiga quanto o universo.

E seus planetas?

Igualmente antigos.

Entenda como quiser - pode até ser uma falha na minha programação - mas eu sinto a idade deste lugar em meus ossos. Tudo bem, quero dizer o meu barramento principal de dados. Eu não tenho ossos; Eu sei disso. Mas acredite em mim, neste sistema se sente verdadeiramente assombrado pelo tempo. O silêncio e a quietude são quase insuportáveis, como uma pressão infinitamente imposta. Nada aconteceu aqui por voltas inteiras da galáxia; nada vai acontecer. A estrela de Kapteyn ferve, prosseguindo a sua vida nuclear. Os mundos mortos apegados como carrapatos em torno de suas órbitas mortas.

Mas dessa vez, havia algo.

Eu sei, eu tenho tomado liberdades. Eu deveria ter transmitido meu sinal de wake-up antes de fazer qualquer investigação. Mas eu não pude resistir a mim mesmo. Você me fez ser curioso.

Eu encontrei sinais de civilização.

O primeiro planeta - Kapteyn b - ainda está dentro da zona habitável da estrela, que orbita uma vez a cada 48 dias. Não há nada que vive lá agora, nem mesmo tem uma atmosfera,  mas uma vez houve uma cultura tecnológica.

Sim, a primeira que eu encontrei. A primeira razão para a qual eu fui feito.

Como foi essa descoberta?

O fato é que não foi difícil de detectar. Cidades cobrem quase toda a superfície deste mundo. Estruturas enormes - eles devem ter alcançado até o espaço! Pratos e torres e os restos do que eu acho que deve ter sido elevadores espaciais, subindo até a órbita síncrona. A lua, a sua superfície coberta pelos mesmos tipos de arquitetura. Evidência de colonização do segundo planeta, Kapteyn c, na sua órbita mais distante e fria.

Maravilhas além de qualquer comparação, mas repletas de uma espécie de uniformidade cinza sepulcral, após eras de micrometeoritos e bombardeio de raios cósmicos. Cidades mudas como esfinges.

E em nenhum lugar o menor sinal de vida.

Crateras do tamanho de Continentes se mostram em Kapteyn b, e me pergunto se elas falam de alguma catástrofe verdadeiramente impressionante - um acidente cósmico, ou algo pior? Seja qual for o caso, os construtores dessas cidades estão muito longe. Talvez eles estavam mortos antes mesmo da estrela de Kapteyn ser arrancada das garras de sua galáxia mãe.

Correndo o risco de inferir muito de poucos dados, eu não posso ajudar, entregando-se a um pouco de especulação. Eu também sou o produto de uma civilização tecnológica, com a capacidade de transformar um planeta para colonizar outras luas e mundos, para construir estruturas assustadoras. O povo de Kapteyn b eram claramente mais avançado do que vocês, meus próprios construtores -, mas com o tempo, vocês também poderiam transformar um mundo desta maneira.

Algo para pensar, não é?

Bem, isso sou eu me deslogando agora. Eu vou agora explorar este sistema, e talvez soltar alguns drones com instrumentação para pousarem em Kapteyn b por si mesmos. Vai haver um risco de que, uma vez eu entrando numa órbita baixa o bastante, quem sabe o que vai acontecer? Ainda assim, isso é um perigo que eu estou preparado para aceitar. Você me fez para isso, e eu sou grato por tudo o que eu tenho permissão para ver e fazer.

Mas olhe.

Eu sei que é uma coisa pequena, e eu realmente não deve incomodá-lo sobre isso. Mas tem sido um longo tempo desde que eu ouvi algo de você. Coloquei sim um grande esforço nestas transmissões, e que seria bom - apenas uma vez - saber se há alguém do outro lado, ouvindo-me

Apenas uma palavra, deixe-me saber se você ainda se importa comigo ?

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Triste Kapteyn é uma história fictícia gentilmente produzida por Alastair Reynolds para ilustrar e apoiar os elementos-chave do relatório da descoberta de um planeta nesse sistema. A história descreve a chegada de uma sonda robótica interestelar alcançando o sistema planetário do Kapteyn, e um relatório dessa primeira pesquisa sonda exploratória de seus planetas em um futuro distante. Alastair Reynolds trabalhou como astrônomo da Agência Espacial Europeia, e mais tarde tornou-se por tempo integral escritor de ficção científica. A história é fornecido em uma base não-exclusiva para uso apenas nesta versão. Copyright permanece de Alastair Reynolds 2014.

Fonte : http://ph.qmul.ac.uk/sad-kapteyn

da School of Physics and Astronomy, Queen Mary, University of London, England

Comentário de Xracer : Novos tempos, novos exploradores. No passado os pioneiros navegadores do oceano, local até então inacessível, cercado de mitos, monstros e distâncias incomensuráveis. Hoje navegando em naves robóticas para Marte e Plutão. No futuro, deste conto, sondas já alcançaram outros sistemas de outras estrelas. Veja o post anterior e o próximo post, por favor !

sábado, 28 de junho de 2014

A jornada do Golden Hind

O barco de Drake
Sir Francis Drake foi o primeiro capitão inglês a circunavegar o globo, ainda no século XVI, após a pioneira viagem de Magalhães.
Essa conquista incrível elevou Drake ao status de herói na Inglaterra e o tornou um dos mais famosos cidadãos no mundo ocidental
Uma réplica do seu barco, o Corça Dourada (Golden hind) encontra-se para visitação no porto de Brixham, Inglaterra.
Mapa da viagem - http://www.goldenhind.co.uk/ 
Click aqui para um mapa maior


Os tesouros angariados por ele foram tão vastos, estimados em £ 600.000 em 1580 (cerca de £ 25 milhões hoje) que a parte da Rainha Elizabeth I foi mais do que o total que o Ministério das Finanças recebia por ano, o dobro dos custos da luta contra a Armada Espanhola em 1588 e, provavelmente, responsável pela coroa estar livre de dívidas no ano seguinte ao retorno de Drake.

Personagem polêmico, considerado pelos espanhóis um pirata, por ter atacado seus barcos na América, com o consentimento da Rainha da Inglaterra, seu nome é mais conhecido pela "Passagem de Drake", local que separa os Oceanos Atlântico ,Pacífico e a Antártida.


Expedição ao Pacifico
Em 15 de novembro de 1577 Drake, com a aprovação da Rainha Elizabeth 1, partiu de Plymouth Sound com sua pequena frota. Esta expedição foi em uma escala maior do que qualquer exploração anterior. A Nau Capitânia de Drake era o Pelican, armado com dezoito canhões e pesando cerca de cem toneladas. Além dissohavia a nau Elizabeth sob o comando de John Winter e a nau Marigold, bem como um navio de suprimentos - o Swan - e o Benedict.
Ao todo, foram cento e sessenta homens, incluindo o irmão mais novo de Drake, Thomas. Havia também o capitão Thomas Doughty de quem havia rumores de traição que Drake não aceitaria.
Poucos dias na viagem a equipe toda teve que retornar a Plymouth para reparos após entrarem  em uma tempestade e eles não partiram novamente até 13 de dezembro. Ao largo da costa de Marrocos alguns prêmios insignificantes foram tomados e os estoques de frutas frescas e aves foram repostos. Também uma pequena embarcação que levou esses gêneros para Drakes , ele a  rebatizou de Christopher.
O Próximo destino foram a ilhas de Cabo Verde, aonde mais itens foram armazenados e obtidos antes do impulso final através do Atlântico. A viagem foi envolta com tristeza e parecia haver um mal agouro. No momento em que chegaram ao Rio da Prata a  superstição e a desconfiança grassavam entre a tripulação e ficou claro que a causa disso foi a dissidência de Thomas Doughty.
Finalmente, sua traição veio à luz e a fúria de Drake ferveu. Ele ordenou o julgamento por sedição. Doughty foi julgado pelo júri, acusado de motim e condenado à morte. Doughty pediu que fizessem uma comunhão antes da sentença que ele levou com Drake, em seguida, eles beberam e jantaram juntos antes Doughty ser decapitado.
Ficaram pelas próximas seis semanas em Port St. Julian. Reorganizando para a próxima etapa da viagem e aumentando a moral que havia faltado até este ponto.
O Golden Hind e o Estreito de Magalhães
Kit da Nave Capitânia da expedição - Fonte : www.oldmodelkits.com
Eles levantaram âncora em 17 de agosto de 1578 e dentro de três dias chegaram na  temida entrada do Estreito de Magalhães. Foi aqui que Drake renomeou o Pelicano e batizou-lhe de Golden Hind como uma homenagem ao seu amigo Christopher Hatton (um dos patrocinadores da expedição) cujo brasão de família apresentava uma gazela (fêmea do veado).
A passagem era tortuosa. As cartas náuticas não eram confiáveis ​​e todo dia era crítico. Eles completaram esta viagem perigosa em apenas 16 dias e, finalmente, Drake realizou seu sonho e navegou pelo Pacífico. A porta para a casa do tesouro da Espanha parecia entreaberta. Em seguida, um enorme vendaval atingi-os e uma tempestade durou cerca de duas semanas, no meio das quais ocorreu um eclipse lunar. Finalmente Drake descobriu que a Marigold tinha naufragado. Os outros navios esperaram em um porto de abrigo, mas uma outra tempestade os separou e a nau Elizabeth reentrou o estreito e voltou para a Inglaterra acreditando que os outros estavam perdidos. Assim Drake e o Golden Hind eram tudo o que restava.
Ele se dirigiu para o norte para Valparaiso e capturou um grande navio de transporte de ouro. Então Drake partiu para o Porto de Lima em busca dos maiores navios do Rei da Espanha. Eles entraram no porto em silêncio e aliviaram um número de navios ancorados de seus despojos. Lá também souberam que a nau "Senhora da Conceição" tinha partido recentemente - um famoso navio e um prêmio digno. Eles partiram em perseguição e com a surpresa do seu lado capturaram-na com apenas um tiro.
Interior do barco - fonte : http://www.goldenhind.co.uk/gallery.php
Em seguida, eles passaram para o norte em busca da mitica passagem noroeste . Eles continuaram procurando um porto seguro onde o navio pudesse ser reparado e reabastecido. Eles finalmente chegaram a Nova Albion, que se acredita ser o local da Baia de Drake na Califórnia. Eles partiram de lá cinco semanas mais tarde, com o conhecimento que eles tinham agora não tiveram escolha, a não ser atravessar o Pacífico e circunavegar o globo se quisessem chegar em casa com segurança.
Drake havia tido a precaução de levar um piloto chinês com eles para auxiliar a navegação e eles partiram em 23 de julho. Eles não viram terra novamente até as ilhas Pelew, aqui eles foram vítimas de um povo hostil que roubaram alguns de seus tesouros. Eles finalmente prosseguiram para Ternate, onde se reuniram com o sultão que os tratao muito bem, oferecendo a posição de negociar seus produtos em concorrência com os o Portugueses. Este foi um tratado de grande importância para a Grã-Bretanha mais tarde, quando a Companhia das Índias Orientais desenvolveu seu comércio no Extremo Oriente.
Indo para casa de lá o navio foi atingido por ventos e encalhou em um recife. Milagrosamente eles foram libertados por uma mudança no vento e navegaram dali para diante. Movendo-se com cautela nos recifes traiçoeiros e bancos de areia. Finalmente, no dia 08 de fevereiro eles estavam a caminho de Java. Aqui, novamente, eles foram hospitaleiramente entretidos pelos rajás locais, no entanto a notícia da aproximação de outros navios forçou Drake a definir o curso para casa. Eles dobraram o Cabo da Boa Esperança, sem incidentes e, finalmente, em 26 de dezembro de 1580 navegaram chegando em Plymouth.
Muito pode ser dito sobre o que aconteceu depois, mas em resumo Drake navegou com o Golden Hind para Londres, onde ele foi nomeado cavaleiro e jantou com a rainha, a bordo do navio. Adornou seu navio com grandes faixas algumas das quais ainda podem ser vistas na Abadia de Buckland, em Devon, Inglaterra.
Mais informações sobre o navio e a viagem podem ser obtidas no site indicado abaixo, aonde essas informações foram retiradas e traduzidas por mim.
Fonte : http://www.goldenhind.co.uk/voyage-golden-hind.php


terça-feira, 10 de junho de 2014

Grandes e Marcantes Jogos de PC - QUAKE







Quake - ID Software 1996

Este foi o maior jogo de PC do mundo, sem dúvida ! Como Final Fantasy VII foi para o RPG ou Starcraft foi para a estratégia em Tempo Real, Quake não apenas se juntou a estes assim como mandou uma onda de choque através da comunidade mundial de jogos. Veja, o que fez a chegada de Quake tão monumental foi ser o primeiro jogo de tiro realmente em 3D. Apenas esta frase por si mesma deveria indicar porque Quake detém o lugar que possui. Tudo que veio antes, incluindo Wolfenstein 3D, Doom, Heretic, Descent e até mesmo o nosso amável Duke Nukem 3D foram na realidade jogos baseados em figuras bidimensionais usando texturas rotacionadas, para dar ao jogador a ilusão de se movimentar através de um mundo 3D. Na realidade tudo estava mesmo se passando num mundo plano. Mesmo havendo várias salas e plataformas tendo diferentes níveis de elevação os jogadores nunca poderiam ir acima ou abaixo de qualquer coisa, pois os mapas não tinham um eixo Z real.

Não era o que ocorria com Quake, que continha um potencial de movimentação de 360 graus, profundidade vertical genuina e personagens compostos de poligonos tri-dimensionais texturizados, suavemente renderizados pelo jogo em tempo real. Essas inovações gráficas bem se notabilizariam pela história como um progresso técnico, mas também por outro ás que os programadores da ID carregavam em suas mangas: a física do jogo. Quake foi o jogo que pos a fisica no lugar que agora detem no mundo 3D - não apenas uma nova caracteristica no gênero FPS, mas um elemento integrado em praticamente todos os gêneros, da estratégia em tempo real RPS às corridas. Provavelmente a mais lendária função do motor físico de Quake, que incluia um efeito de recuo para as explosões, foi o salto foguete. Mas, como John Romero explica, isto foi longe de ser uma inclusão intencional.

"Nós absolutamente não prevíamos o salto foguete enquanto faziamos Quake", ele diz. "Se alguém da equipe de desenvolvimento acidentalmente saltou impulsionado por uma explosão de foguete em alguma vez, nós reveríamos tudo que tivessemos feito, e teriamos redesenhado os níveis para fazê-los não tão fáceis de completar com o salto foguete. No mapa E2M1 [ episodio 2, Mapa 1 ], voce pode terminar o nível em 11 segundos saltando com o foguete. Eu teria sinceramente consertado isso. Eu penso que é uma habilidade fantástica, e usamos ela muito nas partidas online por anos, mas enquanto nos estávamos criando Quake, ninguém sabia dela."

Das suas contribuições para o gênero FPS - as intencionais e a inadvertidas - e a explosão que causou no mundo dos jogos multi jogadores online, até a comunidade que criou, o impacto de Quake nos computadores e videogames não pode ser subestimado.

Fonte : Retrogamer Collection - vol 7, 2013.